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  • Fev

    24

    2026

Copa 2026: como o comércio pode aproveitar sem correr riscos

Passou o Carnaval — agora é hora de planejar as próximas datas estratégicas, como a Copa: quem antecipa as compras garante melhores preços e mais margem de lucro.

A Copa do Mundo movimenta o país inteiro — e o comércio sente esse impacto direto nas vendas. Promoções, vitrines temáticas e campanhas criativas costumam atrair clientes. Mas, junto com a empolgação, vêm regras rígidas sobre uso de marcas e símbolos oficiais.

A edição de 2026 exigirá atenção ainda maior, principalmente no ambiente digital, onde a fiscalização é rápida e global.

 

 

Direitos do evento: quem manda nas marcas

A organização da Copa detém os direitos exclusivos sobre nomes, logotipos, mascotes, troféus e demais elementos oficiais. O uso indevido pode gerar:

  • Notificações extrajudiciais
  • Remoção de conteúdo nas redes sociais
  • Multas
  • Processos judiciais

 

1. O que o comércio NÃO pode fazer

1. Usar nomes e expressões oficiais:

Utilizar o nome oficial do evento, como “Fifa World Cup 2026”, ou expressões protegidas, como “Copa do Mundo 2026”, “Mundial 2026”, “World Cup”, além de hashtags oficiais, em promoções e anúncios.

 

 

2. Nas suas promoções e posts, fuja desses nomes, hashtags e símbolos:

  • símbolo ou nome Fifa World Cup 2026
  • Escudo da CBF;
  • símbolo ou nome Copa do Mundo 2026;
  • símbolo ou nome “Seleção Brasileira”;
  • nome World Cup;
  • hashtags oficiais;
  • imagem do mascote oficial;
  • imagem do logotipo da Copa 2026;
  • imagem da bola oficial;
  • imagem do troféu oficial;
  • identidade visual da Copa, em geral;
  • uniformes oficiais de times;
  • hashtags como #rumoaohexa e #copadomundo2026.

Saída: ​Substitua por outros sugestivos

 

3. Cautela nas promoções

1. Fazer marketing de emboscada

  • Criar ações que sugiram vínculo com o evento sem autorização;
  • Induzir o público a acreditar que a marca é patrocinadora oficial;

2. Comercializar produtos não licenciados

  • Vender itens com símbolos oficiais sem licença;
  • Reproduzir elementos protegidos da Seleção ou do torneio;

 

​4. Qual a razão de tudo isso?

A Copa do Mundo 2026 será realizada nos Estados Unidos (casa das principais redes sociais, que estarão sob pressão), Canadá e México: portanto, é fiscalização digital sem fronteiras. E, sua empresa não vai querer cair em algum algorítmo das redes sociais.

 

5. Sanções nas redes sociais e perda da página

Além do risco jurídico, sua páginas nas redes sociais podem sofrer sanções. A fiscalização em 2026 será ainda mais intensa, especialmente nas plataformas online:

  • Redes sociais monitoradas globalmente;
  • Remoção automática de conteúdos irregulares;
  • Campanhas patrocinadas sujeitas a bloqueios;
  • Responsabilização de marcas por ações de influenciadores.

Instagram, Facebook e TikTok: cuidado para não perder sua página

  • Publicações em português no Instagram, Facebook, TikTok, YouTube ou em qualquer outra rede social podem ser monitoradas globalmente e removidas de forma automática;
  • Cuidado para não ter a página sancionada em caso de reincidência. Pode ter certeza: acontece.

 

6. ​Sanções nos Marketplaces

Marketplaces e Google

  • Marketplaces como Mercado Livre, Shopee e Amazon já realizam varreduras constantes e derrubam, em massa, anúncios de produtos não licenciados. Vai piorar, pois já receberam essa diretriz.

 

  • Campanhas patrocinadas no Google Ads e nas plataformas da Meta também estão sob vigilância. As plataformas pode ser co-responsabilizadas e, claro, não querem esse risco.

 

​7. O que PODE ser feito nas campanhas

1. Apostar em referências genéricas ao futebol

  • Bolas;
  • Redes;
  • Campos;
  • Silhuetas de jogadores sem uniformes oficiais;
  • Jogadores genéricos;

2. Trabalhar com cores nacionais

  • Verde, amarelo, azul e branco, mas sem copiar o padrão característico da camisa oficial

 

​3. Criar campanhas com linguagem criativa

  • Usar a palavra “copa” de forma genérica;
  • Usar palavras/termos como “torneio”, “festa do futebol”; “espírito esportivo”, “Brasil em festa”, “bola rolando”, “torcida”;
  • Focar em espírito esportivo e união. Explorar o clima festivo sem mencionar o evento oficial

 

8. ​Planejamento é a chave: improviso pode trazer prejuízo

1. Boas práticas recomendadas:

  • Alinhar equipe de marketing às regras legais;
  • Revisar campanhas antes da publicação;
  • Consultar especialista em propriedade intelectual, se necessário;
  • Priorizar criatividade dentro dos limites permitidos;

2. Fuja do pênaulti jurídico

  • Com estratégia e cuidado, é possível aproveitar o entusiasmo do público e transformar o momento em crescimento para o negócio;
  • A criatividade, aliada ao respeito às regras, é o melhor caminho para marcar um gol — sem correr o risco de sofrer um pênalti jurídico.

9. Estratégia com produtos

1. Cuidado ao comprar

  • Tenha cuidado ao comprar produtos relacionados à Copa. Prefira os genéricos, sem símbolos oficiais;
  • Se você trabalha com originais, tenha certeza de que está comprando o produto oficial. Trabalhe isso nas suas redes sociais para que o público saiba onde encontrar produtos oficiais.

 

2. Comece cedo

  • Aproveite as próximas datas importantes do comércio e deixe expostos seus produtos da Copa. Assim, você divulga que tem materiais e faz venda casada de produtos, saindo na frente da concorrência. Não espere a Copa começar.

Fonte: SindiVarejista Campinas