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19 3802.2020

Serviços evitaram 2500 casos de inadimplência no primeiro semestre

Serviços evitaram 2500 casos de inadimplência no primeiro semestre

Empresas recorreram às consultas de crédito por 6.517 vezes; em 38% dos casos, consumidor tinha inadimplência, o que demonstra a necessidade de pesquisar antes de vender a prazo ou com cheque

O consumidor chega para comprar a prazo ou com cheque. O procedimento recomendado pela Associação Comercial e Empresarial (ACE-Holambra) às empresas, tanto para clientes novos quanto antigos, é consultar a sua situação cadastral e de crédito. O serviço de pesquisa, a exemplo do SCPC (Sistema Central de Proteção ao Crédito), rapidamente verifica se aquele consumidor tem alguma restrição, com dívidas em Holambra, na região ou Brasil afora. Alguns segundos depois, chega a resposta com duas possibilidades: nada consta de errado ou há restrição de crédito, ou seja, o nome consultado tem inadimplência.

Assim funciona o principal serviço de proteção ao crédito utilizado pelas empresas de Holambra junto à Associação Comercial. Foi desta forma que, no primeiro semestre de 2014, o serviço conseguiu evitar 2.500 novos casos de inadimplência na cidade, principalmente no varejo. “Quanto mais as empresas usam esse serviço, maior a proteção. Consultar o cliente significa receber informações que vão ajudar o estabelecimento a decidir se deve conceder crédito a uma pessoa física ou jurídica. Não adianta só vender. Bom negócio é vender e receber”, afirma o presidente da Associação Comercial, Alberto van den Broek.

Inclusão no SCPC protege comércio

Ele explica que o sistema é muito prático e sua eficiência pode ser aumentada com a participação das próprias empresas, que são as principais interessadas na sua utilidade. “Se o consumidor não pagou a conta, é fundamental incluí-lo no cadastro de inadimplentes sem demora. Ao fazer isso, limita-se a ação do inadimplente. A empresa protege a si e a outras lojas que, ao consultar o SCPC, saberão que o consumidor está com restrições de crédito. Com poucas opções para comprar a prazo, o cliente é levado a repensar sua conduta, aumentando as chances da empresa receber a dívida”. O sistema, por outro lado, explica o presidente, também beneficia o consumidor que paga suas contas em dia. “Quando o sistema aponta que o cliente está adimplente, a empresa fica mais segura, pode valorizar esse consumidor que é bom pagador e se relacionar melhor com ele”, fala.

Números reforçam necessidade de consultar

De janeiro a junho de 2014, ACE realizou para as empresas associadas 6.517 consultas. Destas, em 38% dos casos o cliente estava inadimplente, com alto risco de comprar a prazo ou com cheque e não pagar a conta. “Se os estabelecimentos não tivessem consultado, poderiam ter vendido a prazo para todos esses consumidores”, alerta van den Broek.

Além de pesquisar pessoa física, as empresas que estão vendendo ou comprando bens ou serviços também podem se informar sobre a pessoa jurídica com quem estão fazendo negócio.

A Associação Comercial dispõe consultas que atendem os mais diversos perfis de negócios: são sete tipos para saber dados de pessoa física, outros sete para receber informações exclusivamente de pessoa jurídica e outras duas para pesquisar cheques. Os serviços mostram desde informações básicas, como dados cadastrais e dívidas em nome do consultado, até existência de títulos protestados, cheques devolvidos, ações judiciais, dados dos sócios, falência e concordata (em caso de pessoa jurídica), entre outros dados que vão oferecer mais segurança na hora de fechar um negócio. A ACE-Holambra tem pessoal capacitado para indicar o tipo de pesquisa mais adequado a cada perfil de empresa.






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