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19 3802.2020

Holambra discute o turismo

Experiências bem-sucedidas de outras estâncias motivam ações na cidade

Experiências bem-sucedidas e com resultados contabilizados, alternativas concretas para o desenvolvimento turístico, ações que puseram estâncias na mídia e na pauta do turismo estadual e nacional. Iniciativas de sucesso e que podem inspirar Holambra deram o tom do 1º Fórum de Turismo e Desenvolvimento Econômico da cidade. O evento aconteceu na manhã de 16 de outubro, no Espaço Amsterdã, numa iniciativa da Prefeitura Municipal em parceria com a Associação Comercial e Empresarial.

As palestras de dois especialistas, o proprietário do Hotel Campo dos Sonhos, de Socorro, e vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Hotéis (Abih), José Fernandes Franco, e da secretária de turismo de São Bento do Sapucaí, cidade vizinha a Campos do Jordão,foram o ponto do evento. As apresentações ofereceram aos participantes do Fórum um panorama do que pode ser feito para fomentar o turismo em Holambra. Os palestrantes compartilharam suas experiências com o público, que acompanhou interessado os relatos de ações e resultados.

Além dos palestrantes, também estiverem no evento os anfitriões, o prefeito Fernando Fiori de Godoy, e o presidente da ACE, Alberto van den Broek, o presidente da Câmara Petrus Weel, representantesde secretarias municipais, o gerente executivo da Aprecesp (Associação das Prefeituras de Cidades Estância do Estado de São Paulo), Fernando Zuppo, e a representante do Comtur, Cor Schoenmaker Domingues.

Turismo sustentável, que caminhe sem interferências políticas

Cerca de 70 pessoas estiveram no Fórum, atendendo a convite da Prefeitura e da Associação Comercial, que abriram o evento com boas-vindas aos convidados e participantes. O prefeito Fernando Godoy, primeiro a conversar com o público, falou da necessidade de planejamento do segmento em Holambra e destacou a importância da participação da sociedade. Segundo ele, o setor precisa se desenvolver independentemente de mudanças no cenário político municipal. “Trouxemos aqui hoje uma provocação para que a sociedade participe. Essa é uma primeira ação de muitas outras”, disse.

 

“EM TURISMO, NADA SE FAZ SOZINHO”. COMO SOCORRO CHEGOU LÁ

Por meio da apresentação do empresário José Fernandes Franco, os participantes do Fórum conheceramas ações implementadas em Socorro, que alçou a cidade à condição de estância referência em turismo inclusivo e de aventura. “Atingir o turismo que Socorro queria só foi possível a partir de duas parcerias: com a associação comercial e com Conselho Municipal de Turismo (Comtur)”, garantiu. “Se a sociedade conseguir se unir em torno de um objetivo, chegaráa ele muito rapidamente”.

De acordo com Franco, atualmente para o município o segmento é um eixo econômico tão importante quanto a agricultura e as malharias.

Não dá pra ficar só no potencial – aumentando taxas de ocupação de 13% para 78%

Há 20 anos, Socorro era conhecida por suas malhas e relevo montanhoso, mas esses atrativos também são oferecido em várias outras cidades da região e Brasil afora. Socorro só ganhou destaque e chegou a outro patamar turístico criando produtos diversos e explorando todos os recursos disponíveis para atrair visitantes. Apostou, principalmente, em organização, planejamento e em uma agenda de execução das ideias. “Tudo isso aconteceu porque em 1994 o empresariado andou se reunindo. Socorro tinha potencial, mas ficava só no potencial. Nos perguntamos: o que queremos para o futuro turístico de Socorro?”, conta. “Fizemos ações simples, mas planejadas, que nos garantiram passar de 13% para 78% de taxa de ocupação dos meios de hospedagem”.

A estância cresceu, principalmente, ao explorar o turismo de aventura – alternativa que pode ser implantada em muitas cidades. Outro trunfo: implantou produtos/serviços turísticos inclusivos para um público que tem dificuldade de acesso a alternativas de lazer: deficientes, idosos e pessoas com problemas de locomoção. Também conhecido como turismo adaptado ou de acessibilidade, trata-se de um serviço moderno, com amplo potencial de crescimento, adotado nos principais redutos turísticos mundiais.

A modalidade permitiu a Socorro tornar-se referência nessa área junto ao Ministério do Turismo e colocou a estância na mídia. “Hoje, em hotéis ou parques, uma pessoa paraplégica ou tetraplégica desce de tirolesa, há muitos metros de altura. Criamos um sistema seguro para isso. Deu tão certo que todos, inclusive quem não tem deficiência, querem usar o serviço”. Os produtos para o público são vários, passando por canoagem para cegos, cavalgadas para pessoas com paralisias, trilhas e ciclismo adaptados. Muitos dos atrativos são voltados também para idosos.Outro atrativo na cidade é um jardim sensitivo para cegos.

O segmento, afirma Franco, é o responsável por levar famílias inteiras ao município, atraindo milhares de visitantes.

 

INTEGRAÇÃO DA COMUNIDADE COM O TURISMO

A secretaria de turismo de São Bento do Sapucaí, Márcia Azeredo, município onde está a Pedra do Baú, atração conhecida em todo o Estado de São Paulo, também compartilhou suas experiências.Dentre os casos citados, ela falou da participação popular no turismo: “Se um visitante chega e pergunta o que tem pra fazer em São Bento ou onde se hospedar, o morador tem que saber o que responder. Por isso, criamos projetos para que a população conheça os atrativos e serviços turísticos da cidade”.

 

 

 

 






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